Uma reviravolta épica! Assim está sendo descrita a vitória do Patriots sobre o Atlanta tanto por jornalistas quando por fãs. De uma diferença de 25 pontos no placar à vitória foram jogadas certeiras que mostraram a capacidade de superação da equipe. Uma frase ecoa hoje entre os torcedores em todo o mundo: não existe impossível para o New England Patriots.
“Foi exatamente do jeito que não planejamos. Foi um grande jogo e estou muito feliz de fazer parte disso. Temos um excelente grupo de atletas e técnicos! Vamos lembrar disso para o resto de nossas vidas. No intervalo estávamos chateados mas sabíamos que poderíamos fazer melhor”, comemorou Tom Brady.
Tanto fizeram melhor que conquistaram o difícil empate e levaram o Super Bowl à prorrogação pela primeira vez na história. Uma corrida de duas jardas de James White durante o tempo extra garantiu a surpreendente vitória. “Foi um grande esforço em equipe na segunda metade do jogo. É com isso que você sonha na infância”, disse o RB.
Bill Belichick, o único técnico da liga com cinco anéis do Super Bowl, dividiu os louros com seus coordenadores. “Que jogo! Temos um ótimo time de técnico, meus coordenadores Matt, Josh e Joe fizeram um ótimo trabalho com a equipe, com ajustes e continuando a orientá-los para tentar buscar formas de pontuar”, disse o técnico.
O jogo foi um reflexo de momentos vividos na temporada, com dificuldade de articulação da defesa, de movimentação da linha ofensiva e uma impressionante capacidade de superação, que já é uma marca da equipe. O Atlanta Falcons fez um grande trabalho pressionando Tom Brady, que foi sacado duas vezes, e dificultando o trabalho do ataque do New England. Em boa parte do jogo, o time ofensivo do Falcons facilmente pontuou mas, como disse LeGarrette Blount: “não jogamos bem no início. Eles fizeram o que era preciso para ganhar mas, infelizmente para eles, nós fizemos o que precisávamos para sermos considerados os vencedores!
De fato! Foi um jogo e tanto! E o Patriots não apenas levou o troféu de volta à New England, como seu jogo histórico superou 24 e igualou 7 recordes de Super Bowl. Vejam a extensa lista:
Recordes quebrados
QB com maior número de jogos de SB: 7 - Tom Brady Técnico com maior número de jogos de SB: 7 - Bill Belichick Técnico com maior quantidade de vitórias de SB: 5 – Bill Belichick Maior número de pontos em SB: 20 – James White Passes em SB na carreira: 309 - Brady Passes completos na carreira em Super Bowl: 207 – Brady Passes em um SB - 62 - Brady Passes completos em um Super Bowl - 43 - Brady Jardas na carreira em Super Bowl: 2071 - Brady Jardas em um Super Bowl: 466 - Brady TDs na carreira em Super Bowl: 15 - Brady Recepções em um Super Bowl: 14 - White Jogos de Super Bowl: 9 - New England Patriots Maior virada de um time vencedor em Super Bowl: 25 pontos - Patriots Pontos em prorrogação em um Super Bowl: 6 - Patriots First downs de um time em um Super Bowl: 37 - Patriots First downs de uma partida de Super Bowl: 54 - Patriots x Falcons Passes de um time para first down em um Super Bowl: 26 - Patriots Passes para first down em uma partida de Super Bowl - 39 - Patriots x Falcons Jogadas ofensivas em um Super Bowl: 93 - Patriots Passes em um Super Bowl: 63 - Patriots Passes completos em um Super Bowl: 43 - Patriots Jardas de um time em um Super Bowl: 422 - Patriots Jardas em um jogo um Super Bowl - 682 - Patriots x Falcons
Recordes igualados
Vitórias: 5 - Tom Brady TDs de um Super Bowl: 3 - James White Conversões de dois pontos em um SB: 1 - James White; Danny Amendola Sacks em um jogo de Super Bowl (desde 1982): 3 - Grady Jarrett Conversões de dois pontos de um time no SB: 2 - Patriots Conversões de dois pontos em um jogo de SB: 2 - Patriots x Falcons First downs por penalidade: 4 - Patriots
As comemorações continuarão em Boston na terça-feira, quando a equipe desfilará pela cidade em Duck Boats (ônibus anfíbios tradicionalmente usados para passeios turísticos na região).
Durante a semana, quando lhe pediram para explicar como é que os Patriots haviam conseguido chegar a mais um Super Bowl, Tom Brady respondera: “temos muita tenacidade mental, muita tenacidade física, é uma equipa que trabalha imenso, os treinadores desafiam-nos a cada passo durante a caminhada e a equipa respondeu a todos esses desafios.”
E tornou a responder, de forma absolutamente incrível, ao maior desafio de todos os tempos, registando 31 pontos consecutivos numa vitória histórica, obtida no prolongamento, 34-28.
A bem dizer na primeira parte tudo correu mal. A defesa de Atlanta, mostrando uma agressividade e rapidez que apanharam de surpresa a linha ofensiva dos Patriots, pressionou Tom Bradysempre que o quarterback dos Patriots tentou fazer passes. Até ao intervalo Brady sofreu dois sacks, foi derrubado sete vezes e atingido outras 11 vezes.
Tom Brady foi muito pressionado na primeira parte
E quando o ataque parecia finalmente estar a mostrar algum ritmo, um dos passes de Tom Brady foi intercetado por Robert Alford, que galgou 82 jardas para registar o touchdown que aumentou a vantagem de Atlanta para 21-0. Faltavam apenas 2:21 para o intervalo e tudo indicava que, contra todas as previsões, os Patriots iriam ser goleados, tanto mais que a segunda parte começaria com o ataque dos Falcons a ter a bola em seu poder.
Mesmo em cima do intervalo, Stephen Gostkowski ainda conseguiu um field goal que reduziu para 21-3, mas o pontapé soube a pouco porque naquela altura a equipa precisava de um touchdown.
Portanto, quando foi para o balneário, o grupo liderado pelo treinador Bill Belichick parecia resignado à sua sorte. Normalmente, a equipa técnica dos Patriots consegue fazer os ajustes devidos durante o descanso, e neste jogo até teria mais tempo para alterar o muito que correra mal pois o espetáculo de Lady Gaga prolongou-se durante quase uma hora. Mas, recuperar 18 pontos? Muito pouco provável, quase impossível, diziam os comentaristas,Read
O QUE FOI DITO DURANTE O INTERVALO
“O que é que eu lhes disse no intervalo? A mesma coisa que lhes dissemos no primeiro período e no segundo período. Continuámos a dar instruções e a procurar melhorar. Encontrar maneiras de fazer coisas que fossem um pouco mais produtivas,” respondeu Bill Belichick, após o final da partida, quando lhe perguntaram o que é havia feito durante o intervalo para convencer a equipa a mudar tão radicalmente.
“Em termos gerais, a nossa mensagem foi para manterem o curso. Precisávamos de começar a executar a um nível melhor do que havíamos feito na primeira parte. Ir para o campo e começar a completar uma jogada de cada vez,” acrescentou Matt Patricia, coordenador defensivo dos Patriots.
Josh McDaniels nunca perdeu confiança na sua equipa
“Não foi a nossa melhor exibição. Só tivemos que lhes dizer, ' Eis o que aconteceu na primeira parte, eis como o jogo tem decorrido, mas nós não entrámos em pânico como se tivéssemos que marcar sempre que tivéssemos a bola na segunda parte,” concluiu Josh McDaniels, o coordenador ofensivo dos Patriots. “
“Quer dizer, estava 21-3 (ao intervalo), por isso tu estás a perder por 18 pontos. Sabemos que temos um ataque que é capaz de avançar com a bola e marcar muitos pontos. Sabemos que a nossa defesa é uma das melhores defesas da liga. Por isso tínhamos que os parar algumas vezes e tínhamos que marcar algumas vezes. Os nossos jogadores sabiam isso. Tínhamos que ir para o campo e executar algumas coisas, mas notou-se muita confiança e este grupo nunca se entregaria. Nunca”.
Os jogadores mais experientes também desempenharam o seu papel e tudo fizeram para que ninguém desanimasse e regressasse à segunda parte confiante de que ainda havia tempo suficiente para dar a volta ao resultado.
“Não houve pânico. Todos continuaram a acreditar no processo. Pagámos um preço elevado para chegar a este ponto. Trabalhámos imenso. Treinámos com todo o equipamento durante a semana do Super Bowl,” revelou Matthew Slater, capitão das equipas especiais. “Nós trabalhámos para isso. Os nossos corpos estavam prontos e nossas mentes estavam prontas, e nós continuámos a acreditar uns nos outros.”
“Sabem uma coisa, o [Bill] Belichick não me disse nada,” acrescentou o tackleNate Solder. “O treinador da minha unidade, o [Dante]Scarnecchia é que me ajudou a mudar algumas questões técnicas. Ajudou-me a corrigir.”
“Não mudámos nada”, acrescentou o safety Patrick Chung. “Só nos disseram para jogarmos melhor. Nós somos uma equipa melhor do que mostrámos, no ataque, na defesa, nas equipas especiais e tivemos que melhorar. Tivemos que ganhar coragem e jogar football consistente, jogar como sabemos jogar, e nós fizemos isso. Lutámos até o fim e o resto tratou de si.”
“Nós sabíamos que nos estávamos a derrotar a nós próprios,” foi a sugestão de Dion Lewis. “ No ataque conseguimos avançar com a bola. Mas, entregámos a bola duas vezes [turn overs]. Não estávamos a finalizar na red zone. Sabíamos que tínhamos que parar de entregar a bola. Nós sabíamos que eles iam ficar cansados. Tivemos a bola durante bastante tempo na primeira parte. A nossa defesa fez algumas jogadas para nós na segunda metade. Foi ótimo, é a melhor sensação.”
Danny Amendola: uma jogada de cada vez
“Queríamos apenas estar focados no nosso trabalho; uma jogada de cada vez, um drive de cada vez. Interromper a marcação deles, tentar levar a bola até à end zone e completar jogadas. Nós temos uma equipa dura, por isso foi divertido,” acrescentou Danny Amendola.
“Nunca considerámos que não podíamos ganhar o jogo. Queríamos continuar a lutar, a seguir em frente, a acreditar e foi isso que fizemos.”
Martellus Bennettadiantou que “não foi nada de anormal. Não houve nenhum grande discurso. Não houve ninguém a discutir, a atirar com os capacetes, nada do género. Viemos e fizemos alguns ajustes. Estávamos todos focados em fazer o que tínhamos que fazer e foi isso. Só fizemos ajustes e mudámos o nosso plano de jogo e a forma como íamos atacar, e isso foi o que fizemos.”
Para Chris Hogan foi uma questão de “dizermos a nós próprios que tínhamos que completar algumas jogadas. Isto ia fazer história – uma história da recuperação no Super Bowl. Vamos fazer o nosso trabalho e completar algumas jogadas e encontra maneira de ganhar o jogo, e foi que fizemos.”
Sobre os conselhos que Tom Brady passou aos colegas, Chris Hogan revelou que foi uma mensagem simples.
“Para fazermos o nosso trabalho. Tínhamos que seguir em frente. Nós sabíamos que ia ser um jogo com 60 minutos de duração,” revelou Hogan. “Nós nunca desistimos. É isso que torna esta equipa especial. Não houve um momento durante o jogo onde eu senti que alguém tivesse desistido. Vamos moer isto. Íamos lutar até ao fim.”
“Sabíamos que tínhamos que ir para o campo, conseguir uma paragem e marcar pontos rapidamente,” disse LeGarrette Blount. “A nossa defesa devolveu-nos a bola rapidamente e fizeram imensas jogadas. Provocou um sack-fumble, recuperaram [um fumble], fizeram muitas de coisas que definitivamente contribuíram para a nossa vitória. Eles jogaram muito bem. Jogaram de forma incrível. As nossas equipes especiais com as paragens na linha das 10 jardas, das 15 [jardas] e coisas assim. Todas essas coisas foram um fator enorme neste jogo.”Read
O QUE MUDOU
“Muito sinceramente, começamos finalmente a executar. Nós estávamos no campo, sabíamos o que tínhamos de fazer, mas não conseguimos isso na primeira parte,” sugeriu Alan Branch. “Fomos para a segunda parte com um pouco mais de energia. Estávamos a completar muito mais jogadas do que havíamos feito antes.”
“Bem, houve muitas jogadas, conforme o treinador [Bill Belichick] diz, que nunca se sabe quais vão estar no Super Bowl e provavelmente houve trinta dessas hoje à noite, e se qualquer uma deles tivesse sido diferente, o resultado poderia ter sido diferente,” acrescentou Tom Brady. “Estou tão orgulhoso dos nossos jogadores, dos nossos treinadores, da equipa – que foi inacreditável, o que eles têm conseguido durante toda a temporada. Estou orgulhoso de fazer parte deste grupo tremendo.”
“Foi uma boa sensação,” concluiu Dion Lewis. “Acabómos por executar um pouco melhor e de forma positiva. Todos pensaram de forma positiva. Ninguém pensou que não iríamos ganhar este jogo e isso é a maior coisa que posso dizer sobre esta equipa.”
E foi essa crença que permitiu que o ataque dos Patriots conseguisse 19 pontos no último período, ao mesmo tempo que a defesa anulava por completo o ataque dos Falcons. No prolongamento a magia continuou e devido a isso esta equipa dos Patriots entrou para a história do Super Bowl.
Tom Brady liderou a maior virada da história do Super Bowl, levando o Patriots de uma diferença de 25 pontos no placar ao seu quinto título da NFL, no primeiro Super Bowl à ir para a prorrogação.
O New England marcou impressionantes 19 pontos no último quarto, incluindo duas conversões de dois pontos e uma corrida de 2 jardas de James White para TD durante a prorrogação, vencendo o Atlanta Falcons por 34-28 na noite de domingo.
Brady, o primeiro quarterback com cinco anéis do Super Bowl, guiou a equipe (17-2) contra a forte defesa do Atlanta para dois touchdowns no quarto quarto, um foi um passe de 6 jardas para Danny Amendola e outro foi uma corrida de 1 jarda de White (a conversão), a 57 segundos para finalizar o tempo regulamentar.
Brady finalizou 43 de 62, a maior quantidade de tentativas de passe da história do Super Bowl, com 446 jardas e dois TDs. “Nós nos trouxemos de volta ao jogo”, disse Brady. “Nunca nos sentimos fora da disputa. Foi difícil. Eles tem um ótimo time, dou muito crédito à eles. Só fizemos algumas jogadas a mais que eles”.
Antes da impressionante recuperação, o Falcons (13-6) parecia determinado a conquistar seu primeiro troféu da NFL em 51 temporadas. Nunca antes sob tamanha pressão, seu anteriormente forte jogo corrido desapareceu e Brady o despedaçou em definitivo. Durante a prorrogação, o QB completou seis passes e um deles resultou em touchdown de White que passou da linha por pouco e rendeu os pontos que consagraram a equipe.
Com a página do “Deflategate” virada, Brady e Bill Belichick ganharam seu 25o jogo de pós-temporada, um recorde. Mas seria difícil imaginar uma vitória tão tensa. Assim, Belichick passou a ser o primeiro técnico com troféus de cinco Super Bowls.
terça-feira, 31 de janeiro de 2017
A experiência, para alguns observadores, é extremamente importante num jogo desta importância, e nesse aspeto os Patriots têm uma grande vantagem, já que apenas cinco dos jogadores dos Falcons participaram num Super Bow, mas 23 dos jogadores dos Patriots regressam à finalíssima, com Tom Brady na cabeça da lista, com sete presenças.
O interessante foi observar o contraste na atitude dos dois lados. Os Falcons pensam que o seu ataque explosivo é imparável.
O running back Devonta Freeman, em entrevista concedida na quinta-feira a Mike Florio, do site Pro Football Talk, disse que “nós [o ataque dos Falcons] vamos conseguir fazer o que muito bem entendermos. Escolhe o teu veneno.
“Executar depende de nós,” explicou Freeman. “Somos homens crescidos. Vamos para lá [Houston] por um motivo único. Para tratar do negócio.” Interessante. Freeman vai ‘apenas’ defrontar a defesa menos batida da NFL em 2016, pois os Patriots consentiram 15,6 pontos por jogo. Por isso, decerto que a esta hora as declarações de Freeman já foram comunicadas a todos os jogadores dos Patriots, transformando-se em mais um motivo de motivação para uma equipa que considera que o verdadeiro objetivo de qualquer temporada é conquistar o título de campeão.
Ganhar a AFC? Sete vezes para os Patriots desde 2001. Os Falcons? Foram campeões uma vez na NFC, em 1998-99, e depois perderam o Super Bowl para Denver, 34-19.
O contraste na atitude entre as duas equipas é demasiado gritante. Do lado dos Patriots ninguém fala do adversário a não ser para dizer bem, para elogiar. Vejamos algumas das declarações.
Tom Brady vai disputar o seu sétimo Super Bowl
Tom Brady vai disputar o seu sétimo Super Bowl em 15 temporadas, números históricos. Curiosamente quando lhe perguntaram se sentia alguma diferença em relação às participações anteriores, Brady mostrou uma humildade incrível.
“Muito sinceramente ainda não pensei muito sobre isso,” respondeu Tom Brady. “Penso apenas que estou muito grato pela oportunidade. É uma coisa muito fixe para a nossa equipa conseguir este feito. Foi necessário muito trabalho. Há muitas pessoas que nos apoiam – as nossas famílias, os nossos amigos, antigos treinadores, antigos colegas – que vão todos estar entusiasmados de domingo a oito dias, por isso eu quero ir para o campo e representá-los todos muito bem.”
O historial de Tom Brady fala por si. Por conseguinte, na quinta-feira até mesmo os rivais deram o braço a torcer e reconheceram que o quarterback dos Patriots é um jogador sem rival.
“Ele é uma pessoa extraordinária,” considerou Drew Brees, o fabuloso quarterback do New Orleans Saints numa entrevista concedida à ESPN. “Eu penso que começa tudo com a preparação dele e o que ele faz, não apenas o que ele faz mentalmente para se preparar para o jogo, mas também o que faz fisicamente, a forma como cuida do seu corpo, todas aquelas pequenas coisas que as pessoas não fazem a mais pequena ideia. Quando o vemos aos domingos não temos a mais pequena ideia do trabalho que um jogador assim faz. Eu tenho jogado contra o Tom desde os tempos da universidade e sempre vi aquele nível de concentração e intensidade, o seu nível competitivo. Ele tem sempre aquele sentimento de vingança. Quando entra em campo, está tudo sob o seu comando, está sereno. Eu vi o filme de muitos dos jogos dos Patriots este ano e eles nunca cometem erros, ele nunca comete erros, e de repente olhamos para o placar e está 35-13 e eles estão a ganhar mais um jogo de football.”
Igualmente interessante foi a opinião de Richard Sherman, o corner back do Seattle Seahawks que no início da sua carreira, chegou a demonstrar uma tremenda falta de respeito por Tom Brady. Mas, com a passagem do tempo, também Richard Sherman aprendeu a reconhecer o valor do seu rival.
“Os quarterbacks estão a jogar em grande forma, mas o Tom Brady não é abatido com facilidade, ele é um dragão que não é abatido com facilidade (sorrisos),” disse Sherman na sua entrevista à ESPN. “Temos tido grandes lutas contra ele, acima e abaixo. Sempre que temos lutado contra ele, é uma briga até ao último segundo, até ao último drive, até à última jogada, e penso que este vai ser um desses jogos, ver quem ganha a última jogada.”Read
PARA ESTES É O PRIMEIRO SUPER BOWL
O defensive endChris Long, um veterano de oito temporadas da NFL, vai finalmente participar num Super Bowl. Depois de sete temporadas frustrantes no Saint Louis, agora Los Angeles, Rams, onde nunca conseguiu chegar sequer aos play-offs, Long decidiu mudar-se para os Patriots e viu a decisão recompensada.
Chris Long veio para os Patriots para jogar no Super Bowl
“Foi o motivo por que vim para cá,” confessou Chris Long. “Resumindo, todos querem ganhar. Quando, quando já estás com uma certa idade e tomas uma decisão sobre onde queres ir, tu queres estar em situações como esta, com oportunidades como esta. Merecemos a oportunidade, e tudo o que fazemos com ela depende de nós.”
“Sinto-me tão abençoado por estar aqui”, acrescentou o linebackerKyle Van Noy, que se transferiu dos Lions a meio da temporada. “Foram dois anos difíceis em Detroit. Fizeram-me muitas críticas. Tudo fazia parecer que eu não estava a fazer o que pensavam que eu era capaz de fazer. Tinha grandes expectativas. Eu não estava a conseguir enquadrar-me no princípio. Vim para aqui, e tive um novo início.”
“É divertido fazer parte disto, ver todos aqui --os meios de comunicação social,” comentou Chris Hogan, o widereceiver que na vitória sobre os Steelers estabeleceu um novo recorde dos Patriots com 180 jardas em receções. “É uma experiência legal para mim, mas eu penso que nós fazemos um trabalho muito bom em não permitir que certas coisas nos distraiam daquilo que eu quero fazer e o que eu quero realizar como jogador de football. Este é um sonho tornado realidade, jogar no Super Bowl, então não há nada que me distraia para evitar que faça o meu trabalho.”
"Como jogador de football, como atleta, como competidor, o sonho de jogar no Super Bowl... eu nunca ia perder isso,” acrescentou Chris Hogan. “Tem sido uma longa jornada. Eu tive muitos solavancos na estrada, mas mantive a minha cabeça baixa e continuei a trabalhar... Este ano tem sido incrível. Eu não poderia ter escrito algo melhor.”
“É muito entusiasmante participar nisto, é um sonho tornado realidade para muitos dos jogadores nesta sala, e agora só falta ir tirar proveito dessas oportunidades,” disse Jacoby Brissett, o quarterback que foi reintegrado na ponta final da temporada.
“Nunca passei por isto, normalmente quando lá vou [ao Super Bowl], dou um passeio, por isso não sei como é que vai ser, vai ser uma experiência nova para mim,” indicou o tight endMartellus Bennett.
“[Atlanta] é uma equipa fenomenal, que compete de forma tremenda, Obviamente eles fizeram coisas importantes para chegar onde estão, por isso espero um jogo difícil,” acrescentou o rookie wide receiver Malcolm Mitchell, que continua a debater-se com uma lesão que lhe tem roubado explosividade.Read
FALAM OS VETERANOS
Por haver tantos jogadores que nunca participaram no Super Bowl, é importante que os veteranos, os líderes, utilizem a sua experiência para elucidarem os menos experientes sobre a melhor forma de se prepararem para o jogo mais importante da temporada.
Devin McCourty: só se pode pensar no football
“Penso que o ambiente que existe neste momento nos obriga a pensar só no football,” disse Devin McCourty, um dos capitães da defesa. “Vamos para o Super Bowl. Tu realmente não pensas em mais nada, e por isso eu acho que nas últimas 24 horas, começando ontem, chegámos, fizemos um bom treino, e depois hoje [quinta-feira] demos mesmo tudo por tudo. Eu penso que a rapaziada está a começar a pensar que estamos apenas a preparar-nos para mais um jogo, e acho que isso é um sentimento fundamental para ter a mentalidade [certa] para nos prepararmos e estarmos prontos para mais um jogo.
“Obviamente, é o jogo mais importante do ano. É o jogo que todos nós queremos jogar, nas 32 equipas. Mas penso que é preciso conseguir fazer o que temos feito durante todo o ano, no que se refere à preparação, analisando a equipa [adversária], sabendo o que eles fazem. Penso que chegámos ao ponto em que todos sentem isso.”
“À medida que nos aproximamos do jogo, tenho a certeza que teremos conversas com alguns jogadores que nunca estiveram lá [no Super Bowl], sobre o que podem esperar, como vão ser as coisas assim que chegarmos lá [a Houston],” acrescentou Matthew Slater, capitão das equipas especiais. “Mas vou-lhe dizer isto, quando chegarmos ao jogo em si, eu aprendi com o treinador [Bill] Belichick, que não se trata da experiência. É tudo sobre a forma como se joga. É sobre quem joga bem no jogo.”
“A fasquia fica cada vez mais elevada com cada ronda que passa, mas obviamente quando entras em campo e começas a correr é uma sensação incrível, não há nada igual como este jogo [Super Bowl],” disse o wide receiver Danny Amendola. “Mas ao fim do dia é apenas football, mas jogado a um ritmo mais intenso. É divertido. Não há nada melhor.”
“Eu fiquei entusiasmado quando fui pela primeira vez, estou entusiasmado outra vez, é uma experiência tremenda, um ambiente incrível, é algo com que sonho desde pequenino, por isso sinto-me abençoado por estar aqui pela segunda vez, não vou dar valor,” foi a opinião do running backJames White.
“Eu diria que depois do ano passado, quando tive que ver tudo de fora, poder recuperar e conseguir preparar-me para poder contribuir e produzir para a minha equipa e estar em campo com os meus irmãos, é uma sensação diferente e sinto-me abençoado por ter esta nova oportunidade para poder jogar mais um jogo com os meus irmãos,” acrescentou o defensive linemanTrey Flowers.
O running backLeGarrette Blount considera que os Falcons “são uma excelente equipe, são muito rápidos, são jovens, jogam com muita energia, têm muitos jogadores bons, por isso temos que manter a nossa compostura, jogar durante todos os 60 minutos e depois logo se vê como o jogo vai acabar.
“Obviamente todos temos um objetivo em mente, que é ganhar este último jogo e por isso vamos fazer o que for necessário para nos colocarmos na melhor situação possível.”
Para Julian Edelman, os Falcons são o adversário mais forte desta temporada
O wide receiverJulian Edelman começou a dizer que os Patriots estão a fazer “todos os possíveis para nos prepararmos da melhor forma para que possamos jogar o melhor possível,” mas depois avisou que os jogadores de Atlanta “são extremamente explosivos, rápidos, bem treinados, têm grandes jogadores, por isso vamos ter que tirar proveito do tempo que temos ao nosso dispor para nos preparar-nos porque esta vai ser a melhor equipa que temos que defrontar.”
Antes da partida para Houston, que terá lugar só na segunda-feira, ainda há muito trabalho pela frente.
“Queremos fazer o máximo possível enquanto aqui estivermos,” relembrou o linebackerRob Ninkovic. “Temos o conforto de estar na nossa casa, as salas de reuniões, os computadores, tudo o que estamos habituados a trabalhar. Por isso tentamos fazer o máximo possível enquanto aqui estivermos.”
“Temos que considerar esta como uma semana normal, estudar filme dos jogos [dos Falcons] e aprendermos tudo que for possível sobre eles porque sabemos que em Houston vai ser uma doidice,” concluiu o tackleNate Solder. “Esta é a melhor altura para nos concentrarmos na nossa equipa, nas coisas que precisamos fazer.”
Na próxima semana, Patriots e Falcons viajarão para Houston, no Texas, para o Super Bowl LI. A cidade já está pronta para receber as equipes e o NRG Stadium, assim como os campos de treinamentos, também estão a postos para o grande evento, que conta com a colaboração de cerca de 10 mil voluntários.
NRG Stadium preparado para o Super Bowl LI
Cerca de 140 mil devem viajar à Houston exclusivamente para o Super Bowl e mais de um milhão deve comparecer aos eventos relacionados à partida, que ocorrerão durante 10 dias! Companhias aéreas aumentaram a quantidade de voos para o Texas partindo de New England e Pittsburgh, hotéis já estão praticamente lotados. Para o deslocamento entre o centro da cidade e o estádio, os espectadores contarão com uma linha de trem de 37km.
Aliás, falando em estádio, o NRG Stadium, casa do Houston Texans, foi inaugurado em 2002, comporta mais de 72 mil pessoas, tem campo de mais de 9 mil m², 26 mil vagas de estacionamento e o primeiro da NFL a ter um teto retrátil. O local sediou o Super Bowl XXXVIII, em 2004, e também recebe uma série de grandes shows frequentemente.
Para que as emoções da partida possam ir além das fronteiras do Texas, mais de 5 mil profissionais da mídia devem cobrir o jogo in loco, vindos de diversas partes dos Estados Unidos e do mundo. A audiência da partida deve render recordes, com crescente número de fãs fora dos Estados Unidos e transmissão para diversos países. No Brasil, por exemplo, a audiência do SuperBowl cresceu 800% nos últimos quatro anos.
A magnitude do SB traz a cidade investimentos e incrementa seu potencial turístico. Assim, espera-se que a partida movimente aproximadamente 350 milhões de dólares em Houston, além de 4 milhões de dólares em doações para instituições locais por meio da iniciativa Charitable Giving Program, da NFL.
Agora que você tem mais informações sobre o Super Bowl, prepare a reunião com os amigos, torça e faça parte desse inesquecível momento na história do New England Patriots!
Na manhã de sexta-feira (27/1), jornalistas reuniram-se em Foxboro para coletiva de imprensa com Tom Brady.
Com a aproximação do desafio do Super Bowl, contra o Atlanta Falcons, as comparações com SBs e partidas anteriores contra o mesmo oponentes foram levantadas por jornalistas. Mas Brady esquivou-se. “Não pensei muito nisso, mas sou muito grato! Cada ano é diferente, com circunstâncias diferentes e acredito que o nosso diferencial tenha sido a capacidade de aproveitar bem as oportunidades que tivemos”, refletiu.
Nas arquibancadas do New England, o sentimento de revanche dos torcedores foi forte durante toda a temporada, em resposta à suspensão de TB e às provocações de outras equipes. Certamente, isso foi um combustível para o time mas, segundo Brady, esta não é uma fonte de motivação deles no momento. “Chegar a este ponto requer muito trabalho e nada do que aconteceu no passado nos ajudará a vencer este jogo. O que contribuirá será passar por este processo [de trabalhar duro e estudar o oponente] e estar pronto para entrar em campo. Esta é a motivação”.
Quanto à partida do dia 5/2, não faltaram elogios ao Atlanta: “Eles tem muitos bons jogadores, jovens, com velocidade, são bem treinados e disciplinados. Eles tem entusiasmo, são agressivos, fortes. O maior desafio é compreender como eles jogam, os pontos fortes de seus atletas. Proteger a bola será um dos nossos focos”. Ele reconheceu a competência da defesa, linha ofensiva e special teamsdo adversário e reforçou que o Patriots precisará de um bom desempenho em todas as fases do jogo para levar o troféu para New England.
O pensamento positivo para a grande final da NFL parece ser uma das armas de Brady, que esbanjou otimismo. “Não vou prender-me à negatividade e ataques dos outros. Tenho grande apoio da minha família e amigos e amo jogar neste time. Sou muito abençoado e vou tentar sempre manter o pensamento positivo, influenciando positivamente as pessoas. Temos de encarar muitos desafios e acho que a estratégia de manter o foco nos aspectos positivos tem funcionado bem para mim”.
Antes do primeiro de quatro treinos que a sua equipa vai realizar antes de partir para Houston, na segunda-feira, o treinador Bill Belichick dialogou com a comunicação social, numa das mais longas sessões da temporada.
Muitos foram os temas levantados pelos jornalistas, mas ficou bem claro que a mensagem principal que o treinador do New England Patriots quer transmitir aos seus jogadores é que vão ter pela frente um adversário extremamente difícil. Por isso, se quiserem sair vitoriosos, terão que trabalhar imenso, fazer a melhor preparação da temporada para que nada, ou quase nada, os surpreenda durante o jogo.
Bill Belichick está muito impressionado com Atlanta
“Eles [os Falcons] são uma equipa impressionante para ver jogar,” disse Bill Belichick na abertura da sessão. “[Ainda] Temos muito trabalho a fazer. Temos muitas coisas que precisamos compreender.”
Entre as tais coisas que os seus jogadores precisam de compreender estão a forma de jogar “contra Atlanta, e como jogar bem contra eles. As coisas que vamos precisar de fazer bem neste jogo são diferentes de qualquer outro jogo que disputámos em tempos recentes. Temos defrontado adversários que têm um estilo de jogo um pouco diferente. Eles têm um estilo muito bom. Tem sido um estilo de muito sucesso. Temos muitas coisas a preparar, muito trabalho para fazer, mas é bom poder estar a trabalhar nesta altura da temporada. Estamos entusiasmados, prontos para trabalhar, vamos analisar, ir para o campo hoje para começarmos a registar alguns progressos.”
As primeiras fases do plano de jogo das três unidades foram reveladas na quarta-feira durante as reuniões dos vários sectores da equipa. Na quinta-feira, alguns aspetos do plano de jogo começaram a ser trabalhados durante o primeiro treino de preparação para o Super Bow.
Mas, Bill Belichick revelou que o plano de jogo ainda não está finalizado e que haverá algumas componentes que só serão reveladas já em Houston, quando a equipa fizer os últimos treinos de preparação.
“[O plano de jogo] está entre 50 a 100 [por cento], algures por aí,” avisou Bill Belichick. “Estaremos certamente mais do que a meio caminho antes de partirmos, mas haverá algumas coisas, particularmente certas situações, que vamos cobrir em Houston.’
E o plano de jogo ainda não está finalizado porque a equipa técnica dos Patriots continua a analisar os filmes dos jogos de Atlanta. Por conseguinte, nestes próximos dias serão trabalhados os aspetos mais básicos e as jogadas de maior impacto serão trabalhadas em Houston.Read
A COMUNICAÇÃO É ESSENCIAL
Para Bill belichick, a comunicação entre os jogadores será crucial devido ao ruído no estádio durante o jogo, especialmente na defesa. É algo que os Patriots fazem durante os treinos “em todas as jogadas. Sim, todas as jogadas. Trabalhamos com ruído em casa e fora, dependendo de que lado da bola será proveniente o maior ruído.”
Mas para além da dificuldade que o ruído causa na comunicação, há um outro pormenor mais importante e que exige uma comunicação decisiva entre os jogadores: o reconhecimento das jogadas ensaiadas do adversário, especialmente do ataque liderado pelo quarterback Matt Ryan.
A comunicação vai ser essencial para a defesa dos Patriots
“Eles têm muitas formações diferentes e variações, e grupos de jogadores, há bastante movimento e isso obriga a defesa a reagir e a fazer ajustamentos ao que eles tentam fazer, mais do que em relação a qualquer das outras equipas que já defrontámos,” explicou Belichick.
“Eles vão ter algumas jogadas para as quais não nos podemos preparar durante os treinos,” acrescentou BillBelichick. “O treinador [Kyle] Shanahan está provavelmente a elaborá-las agora. Não sei se ele já sabe quais vão ser, mas vai ser coisas que são desenhadas, obviamente, para nos criar problemas, por isso a comunicação contra esta equipa – temos que a salientar em muitos níveis.”
É óbvio que os Patriots não vão saber exatamente quais as jogadas que o adversário vai escolher para este jogo. Por isso, o importante é compreender o conceito, a filosofia dos coordenadores de Atlanta.
“O mais importante é reconhecer o conceito,” confirmou Bill Belichick. “Olhe, eles não vão vir para o jogo com 60 jogadas novas. Eles vão executar as jogadas que têm utilizado durante toda a temporada, mas vão dar-lhes um aspeto diferente, um visual diferente, um movimento ou uma combinação diferentes, para que pareça um pouco diferente daquilo que já vimos, ou talvez algo que eles pensem que nos vai criar problemas de adaptação, quando na realidade estão a fazer as coisas que têm vindo a fazer.”
Depois de reconhecer que o ataque de Atlanta decerto vai apresentar jogadas inéditas, o treinador dos Patriots sugeriu que o plano de jogo vai ter a mesma base.
“Devido à forma como eles têm movimentado a bola e marcado pontos, não vão trazer um plano de ataque totalmente novo,” indicou Bill Belichick. “Eles sabem muito bem o que estão a fazer, mas defensivamente tu demoras aquela fração de segundo extra para reconhecer isso, e por vezes chegas um passo demasiado tarde e eles fazem-te pagar.”Read
A DEFESA ESTÁ CONFIANTE
Todas estas preocupações de Bill Belichik existem porque o ataque de Atlanta é o mais explosivo da NFL. Mas, apesar disso, a defesa dos Patriots está confiante. Em parte, essa confiança deve-se à subida forma na segunda parte da temporada, mas há também um outro aspeto: todos os dias, nos treinos, a defesa dos Patriots defronta um ataque também muito potente, o ataque dos Patriots.
“Eu jogo contra eles [a defesa dos Patriots] todos os dias e é difícil completar passes,” disse Tom Brady depois do jogo de domingo quando lhe pediram para falar da importância daquela unidade na vitória sobre Pittsburgh. “Eu sei que se conseguir competir contra a nossa defesa, vamos estar bem no domingo. Os nossos rapazes fazem um ótimo trabalho no jogo aéreo e nas tremendas pressões que têm conseguido, por isso têm tido um grande esquema.”
Na realidade desde a derrota frente a Seattle, 31-24, na nona jornada, a defesa dos Patriots subiu radicalmente de rendimento e consentiu apenas 13,2 pontos por jogo nas sete derradeiras jornadas.
Durante esse período os Ravens foram a única equipa a conseguir mais do que 20 pontos, mas 14 dos 23 pontos obtidos pelos Ravens foram consequência direta de dois fumbles das equipas especiais.
Para Matthew Slater a defesa mudou depois da derrota frente a Seattle
“Penso que foi esse jogo contra Seattle, um jogo em que sentimos que não jogámos no nosso melhor e obviamente não foi o resultado que queríamos,” respondeu Matthew Slater, capitão das equipas especiais quando lhe perguntaram se, à semelhança do que aconteceu há dois anos em Kansas City, tinha havido um ponto de viragem no desempenho da defesa. “Nós definitivamente tínhamos uma escolha; podíamos ficar amuados e a sentir pena de nós próprios, ou tentar seguir em frente e continuar a melhorar. Desde esse jogo, temos continuado a melhorar. Não nos tornámos complacentes. Ficámos obviamente numa boa situação.”
Dont’a Hightower, capitão da defesa, concorda que a viragem surgiu precisamente depois dessa derrota frente a Seattle, na qual a defesa consentiu os 31 pontos e permitiu que os Seahawks acumulassem 420 jardas. A mudança começou no jogo seguinte.
“Assim de repente é um bocado difícil responder. Mas, quero dizer que o jogo de São Francisco foi o maior salto e foi quando saiu [a mudança],” disse Dont’a Hightower. “Penso que nós fomos um pouco mais agressivos nas nossas chamadas e o Matty P [coordenador defensivo Matt Patricia] elaborou um plano tremendo, e a partir daí definitivamente penso que em termos gerais todos acertaram e fomos capazes de executar muito melhor, talvez fazendo as coisas um pouco diferente. Penso que em termos gerais, talvez esse jogo em San Fran trocou as coisas e [nós] assumimos a nossa identidade e seguimos em frente.”
Portanto a preparação deu os primeiros passos práticos na quinta-feira. A partida para Houston terá lugar na segunda-feira, mas até lá haverá mais três treinos para se ir aperfeiçoando o plano de jogo.